Archive for abril \30\UTC 2009

Rain and Tears

30 abril 2009

Passando inocentemente de canal, depois de testemunhar o Flamengo novamente não conseguir acertar uma bola dentro do gol…

(e o Cleiton Xavier acertar um golaço no ângulo aos 42 do segundo tempo para classificar o Palmeiras à segunda fase da Libertadores)

eis que vejo, no Telecine Cult, passar Three Times, janela correta, lindo de morrer.

E, enquanto me apaixono novamente pela Shu Qi e canto Rain and Tears para a casa inteira ouvir, penso que, por mais que o Flamengo e a gripe suína tentem nos convencer do contrário, a gente tem mais é que acreditar na humanidade.

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Jogar futebol é…

29 abril 2009

a) torcer o tornozelo sozinho, ficar quatro meses sem conseguir correr e sentir dor toda vez que pisa de mau jeito em algum lugar.

b) deslocar o polegar ao tentar uma defesa – que, por sinal, terminou em gol adversário -, ficar dois meses sem conseguir mexer direito o dedo e sentir dor toda vez que faz força com ele.

c) ter um torcicolo absurdo pelo simples fato de tentar acompanhar no campo garotos com cinco anos a menos, ficar um mês sem conseguir mexer o pescoço e sentir dor nas costas toda vez que fica parado muito tempo na mesma posição.

d) levar um tapa sem querer na cara em uma dividida comum de bola, abandonar o jogo uma hora antes do tempo acabar e voltar para casa com um olho roxo, que tentará esconder das pessoas durante os dias seguintes.

e) todas as alternativas anteriores.

basicamente, o resultado da enquete é: eu conto os dias até o rompimento de ligamento chegar…mas sexta, com olho ou sem, tem futebol novamente.

A nova Microsoft

28 abril 2009

Notícia de hoje no Gmail:
“Gmail runs faster in Google Chrome”.

E a grande questão é: até quando vai durar meu querido Firefox?

Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música (Peter Sollett, 2008)

28 abril 2009

Por que Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música é superior a quase todos os outros milhões de filmes com “sensibilidade indie” que aportaram por aqui nos últimos anos? (A mesma sensibilidade indie que pode ser sentida nos filmes de Todd Solondz, Alexander Payne, Miranda July, em certa medida Wes Anderson e não vou citar mais nomes para não parecer tão genérico quanto na minha crítica de Pequena Miss Sunshine).

Porque, assim como nos melhores momentos do também bacana Juno (não por acaso, aqueles nos quais Michael Cera está em cena) essa sensibilidade não é transformada em atestado de bom-gosto, em certificado de inteligência, em diploma de esperteza. É sensibilidade e ponto.

Nick & Norah assume seu perfil de comédia romântica sem olhadas para a câmera, sem paródia nem gracinhas, encarando de peito aberto todos os clichês do gênero. A única coisa que o difere em termos de estrutura, digamos, de Um Amor em Jogo (para ficarmos em uma das melhores dos últimos anos) é que os protagonistas são um nerd bacana e uma garota comum, a história se passa nos clubes undergrounds nova-iorquinos e os coadjuvantes cômicos são uma banda de queercore.

Ao mesmo tempo, essas pequenas diferenças são, naturalmente, o diferencial da obra. Da trilha sonora bacana (tem Grizzly Bear, Vampire Weekend, We Are Scientists, Devendra fazendo ponta) à mudança de ambiente dentro de uma cidade tão conhecida, passando pelas raras mas inventivas soluções visuais e chegando, principalmente, à naturalidade e espontaneidade com que as piadas e momentos românticos são retratados pelo casal principal, tudo parece muito próximo dessa vivência jovem que o filme aborda. 

Há uma cena em Juno (possivelmente a melhor delas), na qual a Ellen Page, ao declarar seu amor pelo Michael Cera, diz que o gosta nele é seu jeito bacana, carinhoso e solícito, e que ele consegue tudo isso sem nem mesmo tentar. De bate-pronto, quase sendo interrompido, Cera responde que “na verdade, ele se esforça bastante para isso”.

Pois Nick & Norah é um filme bacana, carinhoso e solícito que parece nem mesmo tentar. Ainda que talvez se esforce bastante para isso…

E Michael Cera, depois de Juno, Superbad e esse (há alguns que incluirão Arrested Development nessa lista) se confirma como um dos principais atores dessa nova geração, mesmo que só possa fazer um papel.

Viva la France

28 abril 2009

Primeiro, Chantal Akerman chegando de mansinho como a grande mostra do primeiro semestre…

Logo depois, Brakhage – que não é francês, nem tem nada a ver com isso, mas tinha que entrar de alguma forma no post – durante duas semanas na Caixa.

Sem tempo de descanso, Marguerite Duras emendando com o americano na própria caixa.

Agora, Jacques Tati começando no CCBB e, só para dar um tempinho de folga, Chris Marker marcado para dia 26 de maio no mesmo Centro Cultural.

É por essas e outras que digo: Paris, em 2009, é aqui. E viva o Ano da França no Brasil!

(Há quem prefira os fogos na Lagoa. Beleza, cada qual com sua preferência).

Desde já, inicio a campanha para que 2010 seja o ano da Itália, 2011 o ano do Japão, 2012 o ano da Alemanha pré-1980, 2013 a 2015 os anos do cinema norte-americano de gênero e assim a geopolítica mundial vai se resolvendo dentro da sala de cinema.