Archive for the ‘Cinema’ Category

Dicas Para Ser Um Grande Cineasta – pt.2

7 julho 2009

Se seu nome for irlandês, austríaco, judeu, ou mesmo algo impossível de pronunciar, adote um apelido americano típico.

JohnNickSamSam

BillyJoe

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Dicas Para Ser Um Grande Cineasta – pt.1

2 julho 2009

Use tapa-olho.

John Ford

Nicholas RayFritz LangRaoul WalshAndre de Toth

IMPIYERNO: Songs From & Inspired By The Cinema Of Lav Diaz

4 junho 2009

As grandes canções filipinas sempre batem forte em meu peito, principalmente quando filmadas pelo grande Khavn de la Cruz.

O Sabor da Melancia

23 maio 2009

A melancia pode ter um efeito semelhante ao Viagra, segundo um cientista da universidade de Texas A&M, nos Estados Unidos.

Bhimu Patil, diretor do Fruit and Vegetable Improvement Center (Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais) da universidade, afirma que a melancia tem ingredientes que produzem efeitos nos vasos sangüíneos semelhantes aos do Viagra e podem também aumentar a libido.

“Quanto mais nós estudamos a melancia, mais nós percebemos o quanto essa fruta é maravilhosa em fornecer fortificantes ao corpo humano”, diz Patil em uma reportagem publicada no site de divulgação do Programa de Agricultura da Universidade, Agnews.
“Nós sempre soubemos que a melancia é boa para a saúde, mas a lista dos benefícios da fruta cresce a cada novo estudo.”

Há trinta anos, Joaquim Pedro já sabia das coisas…

A vida do cinéfilo no séc. XXI – parte I

19 maio 2009

Agora, eu só vejo filme que tem no Youtube.

(E a palavra épico, para mim, se aplica a qualquer obra que ultrapasse a longuíssima barreira dos sete minutos).

A Baby is Born

6 maio 2009

Depois de quatro anos de planejamento, e quase três anos de gestação…

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Agora é soltar ele no mundo e ver como fica.

Rain and Tears

30 abril 2009

Passando inocentemente de canal, depois de testemunhar o Flamengo novamente não conseguir acertar uma bola dentro do gol…

(e o Cleiton Xavier acertar um golaço no ângulo aos 42 do segundo tempo para classificar o Palmeiras à segunda fase da Libertadores)

eis que vejo, no Telecine Cult, passar Three Times, janela correta, lindo de morrer.

E, enquanto me apaixono novamente pela Shu Qi e canto Rain and Tears para a casa inteira ouvir, penso que, por mais que o Flamengo e a gripe suína tentem nos convencer do contrário, a gente tem mais é que acreditar na humanidade.

Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música (Peter Sollett, 2008)

28 abril 2009

Por que Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música é superior a quase todos os outros milhões de filmes com “sensibilidade indie” que aportaram por aqui nos últimos anos? (A mesma sensibilidade indie que pode ser sentida nos filmes de Todd Solondz, Alexander Payne, Miranda July, em certa medida Wes Anderson e não vou citar mais nomes para não parecer tão genérico quanto na minha crítica de Pequena Miss Sunshine).

Porque, assim como nos melhores momentos do também bacana Juno (não por acaso, aqueles nos quais Michael Cera está em cena) essa sensibilidade não é transformada em atestado de bom-gosto, em certificado de inteligência, em diploma de esperteza. É sensibilidade e ponto.

Nick & Norah assume seu perfil de comédia romântica sem olhadas para a câmera, sem paródia nem gracinhas, encarando de peito aberto todos os clichês do gênero. A única coisa que o difere em termos de estrutura, digamos, de Um Amor em Jogo (para ficarmos em uma das melhores dos últimos anos) é que os protagonistas são um nerd bacana e uma garota comum, a história se passa nos clubes undergrounds nova-iorquinos e os coadjuvantes cômicos são uma banda de queercore.

Ao mesmo tempo, essas pequenas diferenças são, naturalmente, o diferencial da obra. Da trilha sonora bacana (tem Grizzly Bear, Vampire Weekend, We Are Scientists, Devendra fazendo ponta) à mudança de ambiente dentro de uma cidade tão conhecida, passando pelas raras mas inventivas soluções visuais e chegando, principalmente, à naturalidade e espontaneidade com que as piadas e momentos românticos são retratados pelo casal principal, tudo parece muito próximo dessa vivência jovem que o filme aborda. 

Há uma cena em Juno (possivelmente a melhor delas), na qual a Ellen Page, ao declarar seu amor pelo Michael Cera, diz que o gosta nele é seu jeito bacana, carinhoso e solícito, e que ele consegue tudo isso sem nem mesmo tentar. De bate-pronto, quase sendo interrompido, Cera responde que “na verdade, ele se esforça bastante para isso”.

Pois Nick & Norah é um filme bacana, carinhoso e solícito que parece nem mesmo tentar. Ainda que talvez se esforce bastante para isso…

E Michael Cera, depois de Juno, Superbad e esse (há alguns que incluirão Arrested Development nessa lista) se confirma como um dos principais atores dessa nova geração, mesmo que só possa fazer um papel.

Viva la France

28 abril 2009

Primeiro, Chantal Akerman chegando de mansinho como a grande mostra do primeiro semestre…

Logo depois, Brakhage – que não é francês, nem tem nada a ver com isso, mas tinha que entrar de alguma forma no post – durante duas semanas na Caixa.

Sem tempo de descanso, Marguerite Duras emendando com o americano na própria caixa.

Agora, Jacques Tati começando no CCBB e, só para dar um tempinho de folga, Chris Marker marcado para dia 26 de maio no mesmo Centro Cultural.

É por essas e outras que digo: Paris, em 2009, é aqui. E viva o Ano da França no Brasil!

(Há quem prefira os fogos na Lagoa. Beleza, cada qual com sua preferência).

Desde já, inicio a campanha para que 2010 seja o ano da Itália, 2011 o ano do Japão, 2012 o ano da Alemanha pré-1980, 2013 a 2015 os anos do cinema norte-americano de gênero e assim a geopolítica mundial vai se resolvendo dentro da sala de cinema.

E agora há o cinema…

14 janeiro 2009

Hoje vi pela primeira vez em película o Juventude Transviada, dentro da Mostra Jovens Loucos e Rebeldes, que tá com uma programação bem bacana.

Todo mundo sabe que o Godard escreveu que o cinema é Nicholas Ray, e uma afirmação dessas é difícil superar.

Mas revendo o Juventude Transviada, eu me lembrei principalmente da declaração do Fuller no Pierrot Le Fou de que “o filme é um campo de batalha. Amor, ódio, ação, violência, morte. Em uma palavra…emoção.”

A verdade é que poucos cineastas se adequam a uma frase dessas como Ray.

Mais do que sua famosa predileção por desajustados, o que me encanta em vários de seus filmes é que os personagens parecem ciente da tragédia que suas vidas significam, da mentira do que quer que seja o sonho americano, da própria incapacidade social, moral, pessoal e ainda assim seus corpos, seus olhos, suas palavras violentam, lutam, sonham, enfim, reagem vigorosamente a tudo isso. Se normalmente a tragédia se consuma, o filme tem de relatar sempre o campo de batalha. E por isso está em um constante movimento de tensão, mesmo nos momentos mais felizes e tranquilos.

Ray é a energia presa da sociedade; Ray é a violência que insiste em explodir na hora errada; Ray é o cineasta das vísceras.

Não é por nada não, mas hoje, se tivesse de escolher meu filme favorito, possivelmente o número um estaria com In a Lonely Place.