Archive for the ‘Mundo’ Category

Brasília

7 julho 2009

(Já que não tenho o que escrever, deixo a palavra pros gênios…)

Quase que ando sozinho por todos os bares
Freqüento lugares, namoro suas filhas, Brasília
E posso dizer que começo a voar
Sossegado em seu avião
E mesmo com o ar desse jeito tão seco
Consigo cantar no seu chão

Quase que me sinto em casa em meio a suas asas
E “dáblius” e “eles” e eixos e ilhas, Brasília
Cidade que um dia eu falei que era fria
Sem alma, nem era Brasil
Que não se tomava café numa esquina
Num papo com quem nunca viu

Sei que preciso aprender
Quero viver pra saber
E conhecer Brasília

Ver o que há, Paranoá
Lago de sol, noite, lua
O olho do amor desconhece a armadilha
Assim vim ver Brasília

Quase que me sinto bem distraído em suas quadras
Tão bem arrumadas com suas quadrilhas, Brasília
Concreto plantado no asfalto do alto
O céu do planalto onde estou
Aqui na cidade dos planos
Conheço um cigano que não se enganou

Sei que preciso aprender
Quero viver pra saber
E conhecer Brasília

(Sérgio Sampaio/ Brasília)

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world wide

22 maio 2009

a vida assim:

o pecê
a tevê
o quarto

e o mundo
– o meu mundo, infinito –

se encerra em menos
de três metros
quadrados

Rain and Tears

30 abril 2009

Passando inocentemente de canal, depois de testemunhar o Flamengo novamente não conseguir acertar uma bola dentro do gol…

(e o Cleiton Xavier acertar um golaço no ângulo aos 42 do segundo tempo para classificar o Palmeiras à segunda fase da Libertadores)

eis que vejo, no Telecine Cult, passar Three Times, janela correta, lindo de morrer.

E, enquanto me apaixono novamente pela Shu Qi e canto Rain and Tears para a casa inteira ouvir, penso que, por mais que o Flamengo e a gripe suína tentem nos convencer do contrário, a gente tem mais é que acreditar na humanidade.

A nova Microsoft

28 abril 2009

Notícia de hoje no Gmail:
“Gmail runs faster in Google Chrome”.

E a grande questão é: até quando vai durar meu querido Firefox?

Viva la France

28 abril 2009

Primeiro, Chantal Akerman chegando de mansinho como a grande mostra do primeiro semestre…

Logo depois, Brakhage – que não é francês, nem tem nada a ver com isso, mas tinha que entrar de alguma forma no post – durante duas semanas na Caixa.

Sem tempo de descanso, Marguerite Duras emendando com o americano na própria caixa.

Agora, Jacques Tati começando no CCBB e, só para dar um tempinho de folga, Chris Marker marcado para dia 26 de maio no mesmo Centro Cultural.

É por essas e outras que digo: Paris, em 2009, é aqui. E viva o Ano da França no Brasil!

(Há quem prefira os fogos na Lagoa. Beleza, cada qual com sua preferência).

Desde já, inicio a campanha para que 2010 seja o ano da Itália, 2011 o ano do Japão, 2012 o ano da Alemanha pré-1980, 2013 a 2015 os anos do cinema norte-americano de gênero e assim a geopolítica mundial vai se resolvendo dentro da sala de cinema.